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TRATAMENTO
CIRÚRGICO
O tratamento cirúrgico também
não cura a doença, mas pode atenuá-la. O objetivo é desfazer as
aderências que vão se constituindo com o passar dos anos,
destruir os focos da doença e também tratar os cistos ovarianos
que eventualmente estejam presentes. As aderências devem ser
lisadas com todo o cuidado pois às vezes incluem alças
intestinais. Pode-se usar alguma medida para prevenir que elas
retornem, como a utilização de membranas de celulose oxidada nos
locais afetados. Os focos devem ser destruídos principalmente
porque são causa de dor pélvica. Esta destruição pode ser feita
com corrente elétrica (cauterização) ou com laser de CO2
(vaporização). Quando profundos eles tendem a formar nódulos que
são causa de dor intensa. Neste caso, devem ser ressecados e
completamente removidos.
Os cistos ovarianos (endometriomas) devem ser cuidadosamente
manipulados pois o objetivo é preservar a glândula e fazer
apenas a exérese (retirada) do cisto. Só em situações
extremamente raras e absolutamente especiais é que se pode optar
pela retirada do ovário. Sua preservação tem como objetivo
primordial manter a capacidade reprodutiva assim como continuar
produzindo hormônios, tão importantes na qualidade de vida.
Existem cirurgias que tem como objetivo aliviar a dor da
paciente, que são as neurectomias. Uma delas é a secção dos
ligamentos útero-sacro e de um plexo neural próximo a eles;
outra é a neurectomia pré-sacra. Ambas devem ser realizadas
preferencialmente pela via laparoscópica. Geralmente há uma boa
resposta com estes procedimentos mas alguns anos após, pode
haver o retorno do processo doloroso. Desta forma deve-se
avaliar caso a caso e nunca dispensar o tratamento clínico
concomitante.
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