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Política de Revisão Científica e Técnica

Como o Endometriose.com.br pesquisa, revisa, atualiza e corrige conteúdos informativos sobre endometriose — e quais são os limites desse processo.

Limite deste conteúdo: Este conteúdo é exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta, avaliação individual, diagnóstico ou tratamento realizado por profissional habilitado.

O Endometriose.com.br publica conteúdo informativo e educacional. A revisão científica e técnica é uma etapa de controle de qualidade destinada a melhorar a precisão, a clareza, a atualidade e a transparência das páginas. Ela não transforma o portal em consultório, serviço de saúde ou revista científica e não elimina completamente a possibilidade de erros, divergências ou mudanças nas evidências.

Esta política explica quais fontes são priorizadas, como diferentes tipos de evidência são apresentados, quais são os limites da revisão e como alterações relevantes podem ser registradas.

O que significa “revisão científica e técnica”

Neste portal, revisão científica e técnica significa a verificação estruturada de um conteúdo antes da publicação ou durante sua atualização. A análise pode abranger:

  • coerência entre as afirmações e as fontes citadas;
  • atualidade de diretrizes, protocolos e documentos institucionais;
  • distinção entre resultados de estudos, recomendações clínicas, consenso e opinião;
  • uso adequado de termos técnicos e sua explicação em linguagem acessível;
  • identificação de incertezas, limitações e possíveis divergências entre documentos;
  • ausência de promessas de cura, resultado garantido ou orientação individualizada;
  • adequação de títulos, imagens, links e elementos de comunicação em saúde.

A expressão não deve ser confundida com “revisão por pares” formal. Periódicos científicos costumam aplicar processos específicos de avaliação de manuscritos por especialistas independentes. Um portal educacional pode adotar revisão editorial interna, revisão por profissional habilitado, consulta a fontes institucionais ou uma combinação dessas práticas. Por isso, cada página deve informar, quando aplicável, a data de publicação ou atualização, o escopo da revisão e as fontes utilizadas.

A revisão não representa endosso de uma instituição citada. A menção a Ministério da Saúde, CONITEC, OMS, FEBRASGO, ESHRE, CFM ou outra organização significa apenas que determinado documento foi consultado, salvo indicação expressa e verificável em sentido diferente.

Hierarquia e seleção das fontes

A seleção depende do tema da página. Para afirmações sobre organização da atenção e oferta no Sistema Único de Saúde (SUS), a referência prioritária é o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) brasileiro vigente, juntamente com a portaria e os documentos oficiais correspondentes. A página da CONITEC deve ser consultada para verificar a versão mais recente antes de uma publicação ou atualização.

Diretrizes internacionais, como a da European Society of Human Reproduction and Embryology (ESHRE), podem contribuir para a contextualização científica. Elas não substituem automaticamente o PCDT brasileiro, pois podem refletir outra população, outra data de atualização, diferentes recursos disponíveis e uma organização de saúde distinta.

Também podem ser utilizados, conforme a pergunta editorial:

  1. fontes institucionais de saúde pública, como a Organização Mundial da Saúde;
  2. diretrizes clínicas e documentos metodológicos de sociedades científicas ou órgãos públicos;
  3. revisões sistemáticas e meta-análises;
  4. estudos primários revisados por pares, quando necessários para esclarecer uma questão específica;
  5. consensos e posicionamentos institucionais, identificados como tais;
  6. legislação, normas técnicas e recomendações editoriais para assuntos institucionais.

Uma diretriz clínica reúne recomendações elaboradas por um grupo com base em uma avaliação estruturada das evidências e em julgamentos metodológicos. Uma revisão sistemática utiliza métodos explícitos para localizar, selecionar e sintetizar estudos. Uma revisão narrativa pode oferecer contexto, mas não necessariamente segue os mesmos critérios de busca e seleção. Um estudo primário apresenta dados originais. Essas categorias não são equivalentes e devem ser indicadas de maneira proporcional ao seu peso.

A existência de uma publicação não basta para caracterizar consenso científico. A interpretação considera a qualidade metodológica, a consistência entre os estudos, a aplicabilidade ao contexto brasileiro, a atualidade e as limitações do conjunto de evidências.

Como as afirmações são qualificadas

O texto deve diferenciar o que é relativamente consolidado do que permanece incerto. Expressões como “as evidências sugerem”, “estudos observam” e “a literatura descreve” são preferíveis quando a conclusão depende do conjunto de pesquisas e não permite uma afirmação absoluta.

Recomendações fortes, condicionais e pontos baseados em consenso não devem ser apresentados como se tivessem o mesmo grau de sustentação. Uma recomendação condicional pode depender dos valores da pessoa, dos recursos disponíveis, dos riscos, dos benefícios esperados ou da avaliação profissional. Isso não autoriza sua transformação em regra universal.

Também são separadas correlação e causalidade. Quando dois fenômenos aparecem associados em um estudo, isso não demonstra necessariamente que um provoque o outro. Da mesma forma, um mecanismo biológico plausível, uma hipótese ou um resultado preliminar não equivale a uma conclusão clínica estabelecida.

Quando uma fonte não sustenta uma afirmação específica, a afirmação deve ser removida, restringida ou apresentada como questão ainda não resolvida. Números de prevalência, riscos, eficácia, segurança ou tempo até o diagnóstico precisam estar vinculados à população estudada, ao método, ao contexto e à fonte correspondente.

Revisão de conteúdos sobre saúde

Páginas sobre sintomas, diagnóstico, tratamento, fertilidade, dor, saúde mental ou qualidade de vida exigem cuidado adicional. O portal pode explicar conceitos gerais e remeter a páginas próprias, mas não interpreta exames, não confirma diagnósticos e não indica uma conduta para um caso individual.

Informações gerais sobre diagnóstico e tratamento só são incluídas quando necessárias para contextualizar o assunto. Mesmo nesses casos, a redação deve deixar claro que a avaliação é individualizada e depende de profissional de saúde habilitado. O conteúdo não orienta iniciar, suspender ou trocar medicamentos, escolher procedimentos, realizar exames ou adotar dietas, suplementos ou exercícios terapêuticos.

A experiência relatada por uma pessoa não é, por si só, evidência de eficácia ou segurança. Depoimentos, quando eventualmente utilizados de forma compatível com a finalidade educacional e com a proteção da privacidade, não devem ser apresentados como garantia de resultado nem como substitutos de estudos ou diretrizes.

Informações sobre sintomas não devem funcionar como checklist de autodiagnóstico. Se um quadro de saúde parecer intenso, inesperado, persistente ou potencialmente urgente, a avaliação profissional pode ser necessária. Esta observação é geral e não permite concluir a causa de uma situação individual.

Responsabilidade editorial e transparência

A revisão científica e técnica não transfere a responsabilidade do conteúdo para uma fonte externa, uma ferramenta ou um eventual revisor. A responsabilidade final pela publicação é editorial e inclui selecionar fontes adequadas, contextualizar recomendações, declarar limitações e corrigir erros identificados.

Quando houver participação de profissional de saúde habilitado na revisão de uma página, o portal deve informar, de modo proporcional, sua função, sua área de qualificação e o escopo da análise. Revisar um texto não significa assumir o atendimento dos leitores, estabelecer diagnóstico ou oferecer aconselhamento individual.

A autoria e as contribuições editoriais devem ser descritas com honestidade. O uso de inteligência artificial, quando ocorrer na preparação de um conteúdo, exige supervisão humana, conferência das referências, proteção de dados e responsabilização pelo texto final. Ferramentas automatizadas não são fontes científicas e podem produzir erros, omissões ou referências inadequadas.

Conflitos de interesse, financiamento, patrocínio, publicidade e links afiliados devem ser tratados de forma transparente. Conteúdo editorial não deve ser confundido com anúncio. A existência de apoio financeiro ou comercial, quando aplicável, não deve determinar a conclusão científica nem ser ocultada do leitor.

Atualização, correções e controle de versões

As páginas devem apresentar, quando aplicável, data de publicação e data da última revisão. A atualização pode ser necessária quando:

  • um PCDT, uma portaria ou uma diretriz é substituído;
  • uma fonte relevante publica nova evidência;
  • um link oficial deixa de funcionar ou muda de endereço;
  • um erro factual, editorial ou de interpretação é identificado;
  • a mudança no conhecimento altera o sentido prático do texto.

Correções factuais ou editoriais devem ser registradas de forma proporcional. O registro pode indicar a data da alteração, a seção modificada e uma descrição objetiva do que foi corrigido. Quando a evidência emergente muda uma interpretação, isso deve ser distinguido de um simples erro de digitação.

Uma página revisada não é permanentemente atualizada. Diretrizes podem ser substituídas, documentos oficiais podem sofrer alterações e novas pesquisas podem modificar o grau de certeza de uma conclusão. A data de revisão ajuda o leitor a entender o recorte temporal do conteúdo, mas não representa garantia de completude ou ausência de erros.

Limites da literatura e do portal

A literatura científica sobre endometriose apresenta lacunas, resultados heterogêneos e diferenças entre populações e sistemas de saúde. Nem toda pergunta possui estudos de alta qualidade, e nem todo resultado publicado é diretamente aplicável a todas as pessoas. A ausência de evidência suficiente não equivale automaticamente à prova de que algo não funciona; pode indicar que a pergunta ainda não foi respondida de maneira adequada.

Diretrizes também podem divergir. Essas diferenças podem decorrer da data da busca bibliográfica, dos critérios metodológicos, da avaliação dos benefícios e riscos, dos valores considerados ou da disponibilidade de tecnologias. Quando uma divergência for relevante, o texto deve identificá-la em vez de apresentar uma única posição como universal.

O portal não promete diagnóstico, cura, remissão, melhora, fertilidade, segurança ou qualquer outro resultado individual. Também não substitui serviços de saúde, protocolos assistenciais, avaliação clínica, consentimento informado ou acompanhamento profissional.

Esta política editorial deve ser lida em conjunto com as páginas de privacidade, cookies, termos de uso e transparência comercial. A existência de uma política publicada não comprova, por si só, conformidade jurídica ou técnica: as informações institucionais precisam corresponder ao funcionamento efetivo do site, às ferramentas utilizadas e aos fluxos reais de dados.

Como comunicar uma correção ou apontar uma fonte

Leitores podem contribuir para a qualidade editorial ao indicar erro factual, link desatualizado, referência incompatível com a afirmação ou trecho potencialmente ambíguo. Uma comunicação útil identifica a página, o trecho questionado e, quando possível, apresenta a fonte original ou a razão objetiva da dúvida.

O recebimento de uma mensagem não significa aceitação automática da alteração. A equipe editorial deve avaliar a alegação, verificar a fonte, considerar a qualidade metodológica e registrar a mudança quando ela for pertinente. Relatos de saúde, exames, documentos pessoais ou informações capazes de identificar alguém não são necessários para apontar um erro editorial e não devem ser enviados para esse fim.

O objetivo desta política é tornar o processo mais verificável e responsável — não conferir autoridade absoluta ao portal. A melhor interpretação de uma informação de saúde depende do contexto, da qualidade das fontes e, quando houver uma questão individual, de avaliação por profissional habilitado.

Importante: Este conteúdo é exclusivamente informativo e educacional. Não substitui consulta, avaliação individual, diagnóstico ou tratamento realizado por profissional habilitado. Em caso de dúvida sobre sintomas, exames, medicamentos, alimentação, tratamento ou qualquer decisão relacionada à saúde, procure orientação de profissional habilitado.

Referências e fontes

Referências apresentadas em formato bibliográfico padronizado segundo convenções da ABNT para documentos online, com link para a fonte consultada e data de acesso.

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    BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Endometriose — Relatório de Recomendação nº 1.050. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2026/relatorio-de-recomendacao-no-1-050-pcdt-endometriose-final. Acesso em: 1 set. 2026.
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    BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes metodológicas: elaboração de diretrizes clínicas. 2014. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/artigos_publicacoes/diretrizes/diretrizes_metodologicas_web.pdf. Acesso em: 1 set. 2026.
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